Recife
HISTÓRIA DE RECIFE
História
História do Recife diz respeito à trajetória histórica da cidade brasileira do Recife, capital do estado de Pernambuco, que em muitos momentos se confunde com a história do Brasil.
A atual área metropolitana do Recife foi palco de muitos dos primeiros fatos históricos do Novo Mundo. No Cabo de Santo Agostinho ocorreu o descobrimento pré-cabralino do Brasil pelo navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, no dia 26 de janeiro de 1500. Na Ilha de Itamaracá estabeleceu-se, em 1516, o primeiro Governador das Partes do Brasil, Pero Capico, que ali construiu o primeiro engenho de açúcar de que se tem notícia na América portuguesa. O atual município do Recife tem sua origem intimamente ligada ao município de Olinda. No foral de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência ao Arrecife dos Navios, um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com exceção de um período de ocupação holandesa.
Território Caeté e Invasão Portuguesa
Habitava a região que hoje corresponde ao município do Recife a nação Caeté, cujo território se estendia da Paraíba ao Rio São Francisco. A baía entulhada do rio Capibaribe, que forma a planície onde hoje se encontra a cidade, servia de lar para aldeias presentes ao longo da várzea do rio. Algumas sobreviveram até meados da ocupação holandesa no século XVII.
Alguns bairros da cidade atual mantêm denominação tupi que remete às características do entorno, dada a influência desses habitantes originais na configuração urbana do Recife. Entre eles estão Caxangá, Iputinga, Paissandu, Beberibe, Ibura e Tejipió. Apesar de apelidada de Veneza Brasileira, o Recife atual não utiliza seu potencial aquático como relatavam os registros da vida dos moradores caetés.
Olinda foi o local mais rico do Brasil Colônia, da sua criação até a invasão holandesa, quando foi devastada. O Recife sobrepôs então a vila que o originou.
No início do século XVI, os caetés resistiram às invasões portuguesas, isolando os invasores na feitoria de Itamaracá, fundada pela armada de Cristóvão Jacques em 1516. Rivais da coroa portuguesa, os franceses aliaram-se aos caetés e tomaram a feitoria de Pero Capico, fazendo reféns seus ocupantes. Assim que tomou posse em 1521, Dom João III de Portugal despachou uma esquadra que retomou a estrutura à força, esgotadas as tentativas de diplomacia. Em 1530 partiu Duarte Coelho para ocupar as terras cedidas a ele pela coroa portuguesa.
Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra de Olinda, local escolhido pela aristocracia devido à localização elevada e fácil defesa. Fortificações e paliçadas foram erguidas em defesa do povoado e do porto, voltadas para o mar por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa. Pernambuco era o centro da economia colonial.
Saque do Recife (1595)
O Saque do Recife, também conhecido como Expedição Pernambucana de Lancaster, foi um episódio da Guerra Anglo-Espanhola ocorrido em 1595 no porto do Recife. Liderada pelo almirante inglês James Lancaster, foi a única expedição de corso da Inglaterra que teve como objetivo principal o Brasil e resultou no mais rico butim da história da navegação de corso do período elisabetano.
A União Ibérica colocou o Brasil em conflito com potências europeias amigas de Portugal mas inimigas da Espanha, como a Inglaterra e a Holanda. A Capitania de Pernambuco, a mais rica das possessões portuguesas, tornou-se alvo cobiçado.
Em outubro de 1594, Lancaster partiu de Londres, capturou diversos navios no Atlântico e chegou a Pernambuco. Tomou o porto do Recife e permaneceu por quase um mês, derrotando contra-ataques portugueses. O saque de açúcar, pau-brasil, algodão e mercadorias foi tão grande que precisou fretar navios holandeses e franceses para levar o butim à Inglaterra. O lucro estimado ultrapassou 51 mil libras esterlinas. O sucesso foi considerado um feito militar e financeiro.
Após a visita de Lancaster, a Capitania de Pernambuco organizou companhias armadas para defesa, com fortificações no porto do Recife, para dissuadir novas invasões.
Invasão Holandesa (1630-1654)
Em 1630, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais invadiu Pernambuco, então a capitania mais rica do Brasil Colônia e maior produtora de açúcar do mundo. No Recife iniciou-se a construção de Mauritsstad, a Cidade Maurícia, capital do Brasil Holandês durante 24 anos. Governada de 1637 a 1644 pelo conde Maurício de Nassau, a cidade foi modernizada com pontes, diques, canais e edifícios planejados. Nassau trouxe arquitetos, cientistas e artistas, permitindo tolerância religiosa e a migração de judeus, que fundaram a primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel.
Durante a ocupação holandesa foram cunhadas no Recife as primeiras moedas em solo brasileiro. Olinda foi saqueada e destruída, e o Recife tornou-se capital da Nova Holanda.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Após a saída de Nassau, os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população local. Em 1645, líderes pernambucanos organizaram resistência, iniciando o contra-ataque. A primeira grande vitória foi no Monte das Tabocas, onde insurretos derrotaram tropas holandesas. Seguiram-se sucessivas vitórias até a expulsão final dos holandeses em 1654, nas Batalhas dos Guararapes, consideradas a origem do Exército Brasileiro.
A economia açucareira local enfrentou a competição das Antilhas Holandesas, e Portugal indenizou a Holanda pelo território através da Paz de Haia em 1661.
Século XVII ao XIX
Com o término da Insurreição, Pernambuco passou por movimentos importantes: a Conjuração de Nosso Pai (1666), a Guerra dos Mascates (1710-1711), a Revolução Pernambucana (1817), a Convenção de Beberibe (1821), a Confederação do Equador (1824) e a Revolução Praieira (1848-1850). Esses episódios destacam o Recife como centro de resistência política, econômica e social.
Século XX até os dias atuais
No início do século XX, o Recife era a segunda cidade mais importante do Brasil, depois do Rio de Janeiro. Passou por reformas urbanas, crescimento acelerado, mas também por graves problemas sociais.
Em 1930, o assassinato de João Pessoa, ocorrido no Recife, foi estopim da Revolução de 1930. Em 1934, o paisagista Burle Marx projetou seus primeiros jardins na cidade.
Nas décadas seguintes, o Recife cresceu com migrações internas, enfrentou a ditadura militar e foi palco do movimento Diretas Já em 1983. Em 2009, sediou a coordenação da busca pelo voo Air France 447.
📌 Fontes: WIKIPEDIA

POPULAÇÃO
IBGE Censo 2010: 1.537.504;
IBGE Oficial 2022: 1.488.920
IBGE Estimativa 2024: 1,587,707

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Palácio da Justiça
Praça da República, s/n
Fone: (81) 3182.0100
www.portal.tjpe.jus.br

ASPECTOS HISTÓRICOS
Data da Criação : 19/11/1709;
Data Cívica (Aniversário): 12/03;
(A constituição da Vila do Recife foi registrada em
12 de Marços de 1.537)

ASPECTOS FÍSICOS
Mesorregião: METROPOLITANA;
Microrregião: RECIFE;
LIMITES:
NORTE: Paulista e Olinda;
SUL: Jaboatão dos Guararapes;
LESTE: Paulista e Olinda
OESTE: Jaboatão, São Lourenço e Camaragibe Área: 218 km2; Alt Sede: 4m;

CULTURA E TURISMO
Feira Livre: Todos os dias há feiras
nos mais diversos bairros da cidade.
No bairro de Afogados há uma feira
livre permanente;
Padroeira: N. S. do Carmo (16/07);
Festas: Carnaval, São João, N. S. doCarmo,
N. S. da Conceição, Natal e Ano Novo;
Atrativos: Igrejas, Museus, Teatros, Casa da Cultura,
Recife Antigo,Shopping Centers, Pontes, Praias
do Pina e Boa Viagem, Exposição de Animais no mês de Novembro, além de grandes eventos promovidos
pela iniciativa privada;
Educação – Matrículas: (2024)
Infantil: 55.037 – Fundam: 175.784 – Médio: 56.553

ECONOMIA LOCAL
Potencial:
Polo Econômico, Histórico e Turístico do Nordeste;
Bancos: 168 Agências Bancárias;
Poupança: R$ 12.111.314.496,00
Frota de Veículos:
Automóvel: 394.849 – Motos: 198.084
PREFEITURA MUNICIPAL DE RECIFE
Av. Cais do Apolo, 925 – CEP: 50.030-903 – Ouvidorial: 0800 281 0040 – Nº de Eleitores: 1.219.917
PREFEITO
JOÃO CAMPOS
VICE PREFEITO
VICTOR MARQUES
CÂMARA MUNICIPAL DOS VEREADORES
“Casa de José Mariano” – Rua Princesa Izabel, 410 – CEP: 50.050-450 ´ Fone: (81) 3301.1256 – Nº de vereadores: 39
ROMERINHO JATOBÁ
GILSON MACHADO FILHO
ADERALDO PINTO
ANDREZA ROMERO
NATÁLIA de Menudo
ERIBERTO RAFAEL
LIANA CIRNE
FELIPE FRANCISMAR
CARLOS MUNIZ
SAMUEL SALAZAR
RINALDO JUNIOR
MARCO AURÉLIO FILHO
DAVI MUNIZ
AGORA É RUBEM
FRED FERREIRA
EDUARDO MOTA
CIDA PEDROSA
FLÁVIA de Nadegi
ZÉ NETO
THIAGO MEDINA
LUIZ EUSTÁQUIO
JUNIOR de Cleto
HÉLIO Guabiraba
FABIANO FERRAZ
WILTON BRITO
PAULO MUNIZ
KARI SANTOS
ALCIDES TEIXEIRA NETO
Professora ANA LÚCIA
RODRIGO COUTINHO
JÚNIOR BOCÂO
FELIPE ALECRIM
JÔ CAVALCANTI
ALEF COLLINS
Dr TADEU CALHEROS
EDUARDO MOURA